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DEPRESSÃO MATERNA: Como isso afeta seu filho

Um novo estudo feito com 438 famílias mostrou que sintomas recorrentes de depressão materna podem influenciar o comportamento das crianças na primeira infância

 

Bruna Menegueço

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Após o nascimento do seu bebê, a rotina muda. Tudo parece bem, mas, de repente, você desperta uma manhã mais triste, com menos vontade de levantar da cama. Aos poucos, começa a sentir muito mais ansiedade, raiva, cansaço. Quando tudo isso começa a atrapalhar o seu dia a dia e convívio com seu filho e família, é hora de procurar um médico. Você pode estar com depressão - e esses sintomas não prejudicam só você.

Um estudo realizado pela Universidade de Adelaide, na Austrália, publicado na revista científica Pediatrics revelou que crianças cujas mães apresentam sintomas recorrentes de depressão têm mais chance de desenvolver problemas de comportamento aos 5 anos.

A pesquisa acompanhou 438 mães e seus filhos (227 meninas e 211 meninos). Os cientistas pediram às mães que preenchessem questionários durante a infância das crianças entre 2 e 5 anos. Após a análise das informações, os pesquisadores perceberam que sintomas recorrentes de depressão materna quando as crianças têm entre 2 e 3 anos se tornam um fator de risco para o desenvolvimento de problemas comportamentais aos 5. Enquanto que sintomas constantes da doença não afetam o desenvolvimento delas.

Para o psiquiatra Sérgio Klepacz, do Hospital Samaritano, em São Paulo, o estudo comprova que quando a criança se sente insegura, principalmente em relação às pessoas próximas a ela e ao meio em que vive, o seu grau de estresse aumenta e afeta o seu comportamento. “A depressão da mãe se torna um problema quando ela não é constante, ou seja, quando apresenta oscilações de humor”, diz. “Se a mãe sofre com depressão com os mesmos sintomas, a criança não sofre com isso porque já sabe o que esperar”, diz. Ou seja, se a doença da mãe não for tratada corretamente e voltar após um período, há mais riscos para as crianças.

Outro dado que chamou a atenção dos pesquisadores foi a influência positiva dos cuidados de outras pessoas nesses primeiros anos de vida dessas crianças: mesmo meio período na creche (o chamado cuidado formal), por volta dos 2 anos, já teve um impacto significativo no comportamento delas anos depois. Já os cuidados ditos informais (outras pessoas que não eram profissionais) não fizeram tanta diferença nesse caso. O mais importante dessa pesquisa, portanto, é mostrar para as mães que sofrem com depressão a importância buscar ajuda especializada, dividir as tarefas e, assim, preservar a criança.

8 PROJETOS PARA REALIZAR ENTRE FAMÍLIA

Assim vocês passam o tempo juntos se divertindo e ainda conferem a satisfação das crianças em ver as atividades concluídas!

 

Cristiane Yamazato

 

 

 Shutterstock

Organize uma exposição de arte com os desenhos de seu filho. Vocês podem escolher o tema juntos: pinturas de super-heróis, meios de transporte, personagens do filme favorito etc. Telas em branco ou molduras de quadro podem servir de display para as pinturas. As obras podem ser expostas no corredor da casa, em uma parede ao lado de uma escada ou mesmo no quarto da criança. Vocês podem, ainda, atualizar a exposição à medida em que o pequeno artista for produzindo novas criações. A cada exposição pronta, fotografe todas as obras e montem um catálogo digital.

Construa um arranha-céu com caixas de papelão. Comecem coletando caixas de papelão de tamanhos diferentes. Isso pode ser feito sempre que forem ao supermercado, por exemplo. Empilhem as caixas, formando uma torre com diferentes níveis (a maior embaixo e a menor no topo). Una-as com fita adesiva. Depois, decorem o prédio com janelas, colunas, terraços, portas e garagem usando tinta, papel colorido e canetinhas. As áreas que sobrarem entre as caixas podem virar terraços para os bonequinhos da criança.

Comece uma coleção junto com seu filho. Pode ser de moedas, selos, botões, folhas, animais em miniatura, pedras, ímãs de geladeira ou qualquer outra coisa que desperte o interesse da criança. Providenciem um recipiente ou album apropriado para guardar as peças e convidem as pessoas mais chegadas da família para participar do projeto. Quando alguém viajar, por exemplo, pode trazer itens diferentes para a coleção se surgir a oportunidade. Ao cuidar de uma coleção, os pequenos têm a possibilidade de administrar quantidades, de fazer comparações e de exercitar o senso de organização e de socialização.

Chame seu filho para um piquenique. Não são necessários grandes preparativos para isso. Pode ser um lanche da tarde no quintal, na pracinha ou em um parque próximo. O importante é escolher um dia bonito e sair de dentro de casa. Pense em um cardápio descomplicado: um sanduíche fácil de preparar, frutas, suco em caixinha, água. Deixe seu filho ajudar a embalar os sanduíches e a organizar todos os itens em uma mochila ou cesta, que pode ser uma daquelas de plástico mesmo.

(LEIA TAMBÉM: O QUE LEVAR PARA AS CRIANÇAS COMEREM NO PIQUENIQUE)

Façam jogos americanos personalizados. Uma sugestão é recortar desenhos ou fotos de revistas que representem as atividades que a criança deve fazer antes de ir para a escola (vestir o uniforme, pentear os cabelos, tomar café, escovar os dentes etc). Cole as imagens em uma cartolina e escreva ao lado o que cada uma delas representa. Você pode também enumerar a ordem em que cada coisa deve ser feita. Plastifique dos dois lados e pronto! Esse pode ser um jeito divertido de ajudar as crianças que estão começando a ir para a escola a entender a nova rotina.

Decorem canecas para um lanche com os amiguinhos da escola ou do condomínio. Providenciem canecas lisas e canetas para porcelana. Passe um pano com álcool na caneca para garantir que a superfície esteja bem limpa, o que ajuda a fixar a tinta. Planejem o desenho de cada caneca pensando na personalidade de cada convidado. Coloquem o nome de cada um para finalizar. Depois, presenteie cada criança com sua caneca.

Convide seu filho para ajudar a preparar uma refeição temática. Pode ser a noite da pizza, da comida mexicana, do macarrão etc. Planejem o cardápio (com direito à sobremesa, claro), separem os ingredientes e dividam as tarefas. Vocês podem caprichar na decoração da mesa e pensar em acessórios que cada um pode vestir para deixar o jantar ainda mais especial e divertido.

Façam um boneco cabeça de capim. Separem vasinhos, terra e um pouco de alpiste. Desenhem modelos de olhos e bocas numa folha e recortem. Em seguida, colem os recortes nos vasos e plantem o alpiste. Reguem juntos e acompanhem o crescimento da cabeleira! Se quiserem inventar, cortem o alpiste criando “penteados” diferentes!

Fonte: Revista Crescer

O que os pais devem saber sobre a Internet?

UM ARTIGO UM POUCO EXTENSO MAIS MUITO INTERESSANTE
 
David Clark é consultor na área de tecnologia, inteligência artificial e análise de riscos – sua empresa presta serviços para os governos dos EUA e do Reino Unido. Clark serviu por muitos anos como membro do Conselho da Editora britânica Evangelical Press e faz parte do conselho editorial do ministério Christian Hymns.

Parte 1 – Uma Visão Panorâmica

Não é exagero sugerir que a Internet tem se tornado uma parte indispensável da vida moderna dos negócios. Ela não somente é uma ferramenta de negócios, como também alcança muitos lares tanto no Reino Unido quanto ao redor do mundo. Na Europa, 390 milhões de pessoas têm acesso à Internet em suas casas – aproximadamente metade da população.[i] No Reino Unido, esse número sobe para 71% das moradias, e nos Estados Unidos, para 74%. Hoje em dia, estima-se que um bilhão de pessoas possuam acesso à Internet.[ii] Em outras palavras, algo em torno de um sexto da população mundial, potencialmente, possui acesso a qualquer coisa que possa ser postada numa página da Web.

Qual é o problema?

Alguém poderia perguntar: Então, qual é o problema?

Em março de 2008, a Dra. Tanya Byron, uma psicóloga inglesa, publicou o resultado de um estudo autorizado pelo governo (O Relatório de Byron), que tinha o objetivo de “fazer uma resenha sobre as evidências dos riscos que a exposição a materiais prejudiciais ou inapropriados na Internet pode causar à segurança e ao bem-estar das crianças… recomendar melhorias ou ações adicionais.[iii] O relatório concluiu que não se pode garantir que “a Internet seja completamente segura”.[iv]

 Em 2006, havia mais de quatro milhões de sites de pornografia, sendo que 100 mil deles ofereciam pornografia infantil ilegal.[v] A popular revista americana Christianity Today sugere que 70% dos homens americanos, com idade entre 18 e 34 anos vêem pornografia na Internet uma vez por mês. [vi] O mesmo artigo continua explicando que as igrejas não estão imunes ao problema. “Um líder evangélico era cético sobre as descobertas das pesquisas de que 50% dos homens cristãos haviam visto pornografia havia pouco tempo. Por essa razão, ele fez um levantamento em sua própria congregação. Descobriu que 60% dos homens haviam visto pornografia ao longo do ano anterior, e 25% deles, nos 30 dias anteriores”.

 A revista TIME, num artigo recente, intitulado Adultery 2.0 (Adultério 2.0) explica que agora há websites que são desenvolvidos com aplicativos (apps) para iPhone e Blackberry que se concentram em ajudar os adúlteros cautelosos a não deixarem rastros nos computadores do trabalho ou de casa”. “Nunca foi tão fácil enganar” é o apelo do site pessoal AshleyMadison.com, desenvolvido para facilitar casos extraconjugais.[vii]

 A lista continua, com repetidas advertências para que tenhamos cautela com crimes na Internet e identifiquemos golpistas e pedófilos, entre outras coisas. É de se admirar que a maioria dos pais questionem se as redes de relacionamentos com as quais seus filhos gastam muito tempo são seguras? Será que eles deveriam deixar seus filhos usar celulares, dadas as recentes advertências da polícia em relação à prática do envio de “SMSs sexuais”, por meio dos quais os jovens enviam fotos explicitamente indecentes uns aos outros?[viii]

 O que devemos fazer? Há uma resposta Bíblica para isso? De que forma os pais podem enfrentar esses problemas quando há tamanha discrepância entre a geração jovem e esperta da Internet e a maioria dos pais?Este artigo apresenta uma visão panorâmica desses assuntos, com artigos subseqüentes que explorarão áreas-chave como redes de relacionamentos, vício em Internet, relacionamentos virtuais, jogos de azar, pornografia, uso de blogs, etc. Essas coisas estão moldando as vidas de muitos ao nosso redor, e precisamos saber tanto o que está acontecendo quanto como lidar com essas questões em nossa família, igreja e cultura.

 Há algo de bom nisso?

Claro que há! A Internet tem criado inúmeras oportunidades de se testemunhar para as pessoas ao redor do mundo. Conforme notamos anteriormente, agora podemos levar o evangelho de Jesus Cristo a milhões de pessoas, sem sair de nosso escritório ou de nossa casa! Numa conferência recente, Mark Driscoll, pastor da igreja Mars Hill, em Seatle, nos Estados Unidos, habilmente destacou isso ao comentar que “a Internet tem aberto uma oportunidade completamente nova para comunicar o evangelho às nações da terra”.[ix] Mars Hill é o exemplo de uma igreja que busca usar essas novas oportunidades de forma ilimitada. Ela dispõe de um aplicativo próprio para iPhone, por meio do qual se pode ter acesso à toda sua biblioteca virtual, sermões sobre vários tópicos e outras coisas.

Hinos, múltiplas versões da Bíblia e artigos sobre todos os tópicos teológicos que se possam conceber estão todos disponíveis na Internet, por meio de um clique num botão. Qualquer um pode sentar-se em frente a um computador e descobrir informações sobre quase toda igreja ou organização cristã que há no mundo. Os missionários e as organizações para-eclesiáticas têm conseguido reduzir drasticamente os seus custos, utilizando e-mail e websites para transmitir informações aos seus mantenedores. Um website evangélico conservador, o sermonaudio.com, dispõe de centenas de sermões que vão desde MacArthur até Spurgeon (leia isso com entonação americana!), e centenas deles são acrescentados a cada semana. Há blogs, fóruns de discussão, vídeos e cursos cristãos online. E a lista continua. Podemos nos conectar a outros cristãos pelo twiter, criar eventos no Facebook ou falar “cara-a-cara” com um amigo ou um missionário de qualquer parte do mundo, usando uma câmera de vídeo. Em seu cerne, a Internet é uma ferramenta de comunicação, e as boas novas dizem respeito a comunicar às pessoas as verdades maravilhosas de Jesus Cristo. 

O que é a Internet?

Antes de irmos muito além, precisamos desmistificar a Internet. Em seu âmago, ela é bem simples, embora existam muitas tecnologias complexas em sua manutenção. Pense no sistema postal. Você escreve uma carta, ou pior, recebe uma multa! Alguém coloca um pedaço de papel num envelope, põe o endereço e o sistema postal a entrega em sua caixa de correios. Agora imagine, por exemplo, que você deseje comprar uma camiseta nova de uma empresa localizada em algum lugar do país. Você poderia escrever-lhes uma carta com informações sobre o seu tamanho e suas preferências. Eles poderiam lhe responder, enviando uma foto de uma de suas camisetas. Talvez, quando você visse a foto, você decidisse que não gostou da aparência daquela camiseta específica e escrevesse novamente para eles pedindo um outro tipo de camiseta. Então, eles lhe mandariam uma foto de uma camiseta diferente, e assim por diante. Certamente, utilizar o sistema postal dessa maneira seria extremamente lento e ineficiente. É por essa razão que muitas empresas simplesmente enviam seus catálogos com todos os seus produtos. No entanto, esse exemplo ilustra como a Internet funciona. Sem entrar nos detalhes técnicos, basta dizer que cada computador tem o seu endereço individual, assim como no sistema postal. A Internet age como uma versão eletrônica do serviço postal, enviando informações, uma página a cada vez. Só que muito mais rápido! As páginas ou outras informações como arquivos de áudio e vídeo são armazenadas num servidor e distribuídas conforme a solicitação de cada usuário – normalmente, navegamos pelas páginas por meio de parâmetros de busca ou conexões, nos quais podemos clicar, na tela do computador, que são chamados de hyperlinks. É lógico que o melhor lugar para se obter informações sobre a Internet é… na Internet!  Foram a rapidez e a facilidade de uso que possibilitaram a existência dessa rede tão difundida de computadores, empresas e pessoas interconectadas.

 Como isso aconteceu?

Em 2 de setembro de 2009, a Internet completou 40 anos.[x] No entanto, conforme demonstra claramente o gráfico abaixo, é provável que a maioria das pessoas tenham começado a utilizá-la entre 5 e 10 atrás, não mais do que isso.[xi] A transição do papel e do telefone para as comunicações instantâneas online, e-mails, pesquisas na Web e redes de relacionamento foi imperceptível; foi uma transição gradual.[xii]Entretanto, poderíamos argumentar que o impacto dessa mudança tem sido provavelmente tão significativo quanto as redes de estradas construídas pelos romanos, a imprensa escrita, o aparecimento do rádio, da televisão, do carro e das viagens aéreas. A questão não é a respeito de quanto tempo podemos gastar em frente do computador em oposição ao tempo que gastamos assistindo televisão. A Internet afeta a maneira como nos relacionamos uns com os outros, toda a infra-estrutura comercial, a viabilidade das informações, a forma como aprendemos e a forma como recebemos as notícias, entre outros impactos. E o mais importante é que não se pode voltar atrás. O que foi feito, foi feito…

Usuários da Internet por habitante de 1997-2007

 Como os cristãos devem reagir?  É claro que, na Bíblia, não há menção alguma sobre a Internet. Mas a Bíblia não é um livro obsoleto. A palavra de Deus não perdeu de repente a sua relevância. Em vez disso, a Bíblia não somente fornece mandamentos claros, como também princípios que são invioláveis; orientações para todas as vidas, em todos os tempos. A Bíblia fala sobre domínio próprio (2 Pe 1.6), sobre nossa fraqueza e facilidade com que caímos no pecado (Tg 1.14), sobre remir o tempo (Ef 5.15-16) e sobre aproveitarmos as oportunidades ao máximo (Gl 6.10). Nesta série de artigos, tencionamos buscar aplicações para esses princípios na forma como nos aproximamos da Internet e a utilizamos e observar os perigos, bem como as oportunidades que ela nos oferece. No próximo artigo, examinaremos o modo como usamos a Internet para nos comunicar.   Abrangeremos desde e-mails até os SMSs sexuais, desde as videoconferências às mensagens instantâneas, e concluiremos com conselhos positivos, úteis e práticos.

 Um Conselho Prático  A Internet não somente pode viciar, como muitas outras atividades o fazem, mas também pode trazer um risco em particular, o risco de estilhaçar a unidade familiar, principalmente quando há muitos computadores numa casa. Cada membro da família gasta tempo individualmente com seus próprios amigos online, em salas de bate-papo, enviando e-mails ou postando mensagens nas redes de relacionamentos. Para evitar que isso aconteça, por que não tentar separar uma noite na semana como a “noite da família”, em que todos os membros da família estejam envolvidos numa atividade juntos. As atividades podem incluir, por exemplo, um jogo, uma caminhada ou milhares de outras coisas que a família possa fazer junta. No entanto, a presença de todos é estritamente obrigatória!

Fonte: http://www.editorafiel.com.br

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