Queda de cabelo em mulheres
Diagnóstico precoce possibilita melhores resultados
Há alguns anos, a queda de cabelos era considerado um problema estritamente masculino. No entanto, muitas mulheres têm buscado ajuda especializada ao observarem a queda constante dos fios. O importante neste caso é diagnosticar precocemente os motivos da queda, para que sejam obtidos resultados satisfatórios.
O médico tricologista Luciano Barsanti, diretor médico do Instituto do Cabelo em São Paulo e autor do livro Dr. Cabelo, informa que o número de fios que caem por dia não é significativo para caracterizar queda de cabelo anormal. “Se a reposição dos fios for maior que a queda, não há com o que se preocupar”, explica o especialista. Já nos casos de fios serem encontrados constantemente em fronhas de travesseiros, ralo do chuveiro, escova de pentear, banco do carro, na roupa, na mesa de trabalho ou quando o cabelo cai além do momento da lavagem dos mesmos é considerado um problema e um médico especialista deve ser consultado.
Por terem mais cabelos que os homens, as mulheres só percebem a queda quando já perderam cerca de 30% dos fios. A alopecia (queda anormal dos fios) pode ter origem em diversas causas, dentre elas problemas hormonais, como ovários micropolicísticos, e alterações da glândula tireóide. “Já no homem a causa mais frequente é a alopecia androgenética (queda ou afinamento dos fios pela ação de substância nociva no bulbo capilar), chamada DHT (dihidrotestosterona). Este tipo de alopecia também ocorre em mulheres”, explica o tricologista.
Outras causas comuns da queda são as dietas rigorosas sem acompanhamento médico, cirurgias extensas como lipoaspiração e redução de estômago, ingestão de remédios como anabolizantes, anfetaminas, diuréticos, antidepressivos e anti-hipertensivos. O profissional alerta que um medicamento nunca deve ser suspenso por conta própria. É preciso, antes, informar ao médico os efeitos colaterais.
Causas psíquicas também favorecem a queda de cabelos como estresse, depressão, distúrbios obsessivos, alterações alimentares (bulimia e anorexia) e outros. Além destas, as causas mais frequentes e importantes são as agressões traumáticas por tração, chamada de alopecia por tração, que ocorre pelo tracionamento dos fios por rabo de cavalo, tiara, aplique, alongamento, chapinha, escovadas bruscas e uso de prendedores.
O tricologista ressalta que o número de mulheres que buscam ajuda especializada aumentou nos últimos anos. “Há quase uma década, uma mulher a cada 10 homens era atendida com alopecia androgenética no Instituto do Cabelo. Hoje o percentual é de que a cada 10 homens, quatro mulheres procurem o especialista”, enfatiza. De acordo com o profissional, as mulheres estão mais atentas e procurando ajuda médica mais rápido. “A alopecia tem vários graus, sendo que a mais severa é a calvície”, alerta.
Os avanços da tricologia permitem um diagnóstico preciso dos problemas capilares e um tratamento direcionado para que se obtenha resultados satisfatórios. A tecnologia de diagnóstico compreende equipamentos de última geração como scanner no couro cabeludo e microscopia eletrônica no bulbo capilar. “Os aparelhos aumentam em oito mil vezes a área dos fios e do couro cabeludo, promovendo uma visão do problema e de sua origem. O histórico clínico e os exames laboratoriais solicitados pelo tricologista complementam o diagnóstico”, afirma.
A tendência da tricologia é utilizar procedimentos não-invasivos, ou seja, sem dor, injeções, cortes ou cirurgias. “A utilização de substâncias fitoterápicas, que são ativos extraídos de plantas, podem ser ingeridos oralmente ou aplicados topicamente. Quando indicados pelo médico, apresentam resultados significativos de recuperação”, ressalta o profissional.
Outro recurso que pode ser utilizado é o laser de baixa penetração, que possui três ações: estímulo de multiplicação celular, provocar vasodilatação, levando mais nutrientes ao bulbo capilar, e antiinflamatório.
O profissional ainda faz um alerta. “Nunca pratique automedicação ou conselhos de pessoas não habilitadas. Procure um médico de confianç,a que com certeza terá um diagnóstico preciso e um resultado de recuperação capilar satisfatório.” O especialista informa que os produtos vendidos comercialmente como os para antiqueda não fazem efeito suficiente. “Os produtos do mercado somente possuem marketing, por isso todos têm um asterisco. Eles somente retiram a caspa aparente e não tratam o problema em si”, avisa. Quanto antes a mulher procurar um tricologista, mais fácil e ágil será o tratamento, com resultados satisfatórios”, conclui.
Fonte: Arca Universal
Via: Portal Gospel TV